segunda-feira, 10 de setembro de 2007

CINEMA

O cinema, assinala Robert Bresson, é "movimento interior" - a arte de não dizer nada não é código nem espetáculo mas uma linguagem de imagens e sons em movimento capaz de produzir a voz do silêncio. Cinema não é teatro nem música ou literatura. Se para Roger Vadim "é uma arte das massas" para Jean Pierre Melville "não se pode levar o cinema muito a sério". Já para Godard trata-se de uma "arte ilusória; detesto o cinema; o verdadeiro cinema consiste em pôr alguma coisa diante da câmera". Atenção para a definição de Fellini: "O cinema é a arte em que o homem se reconhece da maneira mais imediata: um espelho no qual deveríamos ter coragem para descobrir nossa alma". E Alain Resnais: "O filme é uma tentativa ainda grosseira e primária de aproximar-nos da complexidade do pensamento, do seu mecanismo". Nicholas Ray: "É a melodia do olho". Orson Welles assegura: "Eu não amo o cinema, salvo quando eu filmo; então é preciso saber não ser tímido com a câmera. É preciso violentá-la, forçá-la em suas últimas reentrâncias, pois ela é uma vil mecânica - o que interessa é a poesia." "Ação, ação, ação - acentua o talento aceso de Raoul Walsh. - A tela deve estar sempre cheia de acontecimentos". "A câmera deve ser um lápis na mão do diretor", segundo W. D. Murnau. É preciso introduzir uma grande variedade de elementos diferentes num filme para que seja construído mais ou menos como uma peça musical, uma sinfonia.
Rogério Sganzerla

terça-feira, 4 de setembro de 2007

FESTA 05-09 QUARTA FEIRA

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

FESTA INCREDIBLE!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Ensaios Fotográficos

Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eu conto: Madrugada a minha aldeia estava morta. Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa. Eram quase quatro da manhã. Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina. O silêncio era um carregador? Fotografei esse carregador. Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim num beiral de um sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada mais na existência do que na pedra. Fotografei a existência dela. Vi ainda azul-perdão no olho de um mendigo. Fotogafei o perdão. Vi um paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre. Foi difícil fotografar o sobre. Por fim cheguei a Nuvem de calça. Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski - seu criador. Fotografei a Nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa mais justa para cobrir sua noiva. A foto saiu legal. "Manoel de Barros"

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Aí um dia me pediram pra falar sobre loucura

Aí um dia me pediram pra falar sobre loucura. Pensei que seria fácil. A loucura é intrínseca a todos os aspectos da minha vida. E sentei pra escrever. Descobri que é fácil falar sobre tratamento, sobre clínica da loucura, diagnósticos (arghhh!), sintomas. Mas falar sobre o fenômeno......sei lá. Loucura talvez seja viver sem burocracias ou meias palavras. Só sei que seres normais me cansam, me entediam. Os loucos são encantadores. Ser louco é poder falar grandes merdas e quem sabe pedir desculpas, dizer que ama e fo-da-se, que odeia e fo-da-se, sair do ar, viajar na maionese, dar vexame mesmo, ser ridícula, piegas, às vezes romântica, ficar perturbada, ter uma TPM desgraçada se achando no direito de chorar cinco dias se-gui-dos e depois de tudo isso ainda continuar vivendo com o sorriso na cara sem aquela merda de arrependimento. -Porra, você é louca? -Sou. Obrigada. (M Capone - futura integrante do DC, espero!)