quarta-feira, 18 de julho de 2007
Aí um dia me pediram pra falar sobre loucura
Aí um dia me pediram pra falar sobre loucura. Pensei que seria fácil. A loucura é intrínseca a todos os aspectos da minha vida. E sentei pra escrever. Descobri que é fácil falar sobre tratamento, sobre clínica da loucura, diagnósticos (arghhh!), sintomas. Mas falar sobre o fenômeno......sei lá. Loucura talvez seja viver sem burocracias ou meias palavras. Só sei que seres normais me cansam, me entediam. Os loucos são encantadores. Ser louco é poder falar grandes merdas e quem sabe pedir desculpas, dizer que ama e fo-da-se, que odeia e fo-da-se, sair do ar, viajar na maionese, dar vexame mesmo, ser ridícula, piegas, às vezes romântica, ficar perturbada, ter uma TPM desgraçada se achando no direito de chorar cinco dias se-gui-dos e depois de tudo isso ainda continuar vivendo com o sorriso na cara sem aquela merda de arrependimento.
-Porra, você é louca?
-Sou. Obrigada.
(M Capone - futura integrante do DC, espero!)
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